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De qual materialismo Kardec estava falando?

há 12 horas
11 min de leitura

por Elton Rodrigues



Em setembro de 2020, publiquei no antigo projeto Puebla um texto intitulado Materialismo. A proposta era relativamente simples. Eu procurava mostrar que uma palavra utilizada com enorme frequência no vocabulário espírita reunia concepções filosóficas bastante diferentes e que, por isso, não fazia sentido tratar todo “materialismo” como se correspondesse exatamente àquilo que Allan Kardec combatia em suas obras. O artigo avançava também sobre o materialismo histórico e o materialismo dialético, motivado por discussões, bastante presentes naquele contexto, acerca da suposta incompatibilidade entre espiritismo e marxismo (RODRIGUES, 2020).


Passados seis anos, o assunto permanece atual. Talvez até mais do que eu imaginava quando escrevi aquele texto.


“Materialista” ainda aparece em certos ambientes espíritas menos como uma categoria filosófica a ser definida do que como uma palavra de desqualificação. Em algumas discussões, ela funciona quase como sinônimo de egoísmo, ausência de valores morais, apego aos bens materiais, ateísmo ou rejeição de qualquer dimensão espiritual da existência. Em outras, o termo acaba incorporado a disputas políticas, particularmente quando determinadas ideologias ou interpretações da sociedade enfatizam desigualdades econômicas, relações de classe, propriedade, trabalho ou reformas sociais. Diferentes problemas são reunidos sob uma mesma palavra, e aquilo que deveria exigir definição transforma-se em rótulo.


Foi essa permanência do problema que me levou a retornar ao texto de 2020. Desta vez, porém, vale ampliar a questão. Antes de perguntar se o espiritismo é contrário ao materialismo, precisamos perguntar de qual materialismo estamos falando.


Uma palavra, uma longa história


A própria história da palavra recomenda cautela. No artigo de 2020, seguindo uma informação encontrada em Nicola Abbagnano, atribuí a Robert Boyle um dos primeiros usos do termo. A história conceitual é mais complexa. Pesquisas de Olivier Bloch localizaram materialist em Divine Dialogues, de Henry More, obra publicada em 1668, e indicam que a formação desse vocabulário ocorreu ao longo da década de 1660, em meio às controvérsias filosóficas e religiosas daquele período. A atribuição simples da origem do termo a Boyle, portanto, deve ser abandonada (BLOCH, 1995; ROGERS, 1978).


Há um detalhe dessa história que merece atenção. “Materialista” nasceu em grande medida como uma designação atribuída a adversários. O termo carregava uma função polêmica antes mesmo de se estabilizar como identificação filosófica. Essa origem não determina seus usos posteriores, evidentemente, mas ajuda a compreender por que a palavra atravessou séculos acompanhada de conotações que ultrapassam sua definição conceitual.


Também não existe uma única doutrina que possa receber, sem qualificações, o nome de materialismo. Ao longo da história da filosofia, a palavra foi aplicada a concepções ontológicas sobre aquilo que existe, a teorias acerca da relação entre mente e cérebro, a programas metodológicos de investigação e, em outro registro, a interpretações sociais e históricas. Mesmo no debate contemporâneo sobre a mente, encontramos posições materialistas distintas. O materialismo eliminativo, por exemplo, sustenta teses muito mais fortes sobre determinados estados mentais do que outras formas de fisicalismo ou materialismo. Colocar todas essas posições sob uma única definição apaga justamente aquilo que precisa ser discutido.


Isso também significa que “materialismo” não pode ser tomado automaticamente como sinônimo de consumismo, egoísmo ou busca desenfreada pelo prazer. Uma pessoa pode sustentar uma ontologia materialista e defender uma ética exigente, altruísta ou orientada para o bem coletivo. Inversamente, alguém pode professar uma metafísica espiritualista e conduzir sua vida de maneira profundamente individualista. São problemas diferentes. Essa distinção é particularmente importante quando chegamos a Kardec.


O materialismo de Kardec


Kardec utiliza o termo muitas vezes, e há razoável consistência em seu núcleo conceitual. Na Instruction pratique sur les manifestations spirites, publicada em 1858, materialismo é definido como o sistema daqueles que consideram que tudo no ser humano é matéria e que nada sobrevive à destruição do corpo (KARDEC, 1858).


A mesma oposição estrutura a introdução de O Livro dos Espíritos. Kardec explica que o espiritualismo, em seu sentido geral, se opõe ao materialismo, sendo espiritualista aquele que admite no ser humano algo além da matéria. Ele faz questão, inclusive, de esclarecer que ser espiritualista não significa necessariamente ser espírita. A distinção terminológica servia justamente para evitar que posições diferentes fossem confundidas (KARDEC, 1860). Curiosamente, esse cuidado vocabular de Kardec fornece uma boa razão para sermos igualmente cuidadosos quando utilizamos a palavra “materialismo”.


Nas questões 147 e 148 de O Livro dos Espíritos, o problema aparece associado aos anatomistas, fisiologistas e estudiosos da natureza que atribuíam as faculdades humanas às propriedades da matéria. Em O Livro dos Médiuns, Kardec volta ao assunto e distingue tipos de materialistas, embora segundo um critério diferente das classificações filosóficas posteriores. Para ele, havia aqueles que negavam sistematicamente qualquer realidade espiritual e aqueles cuja incredulidade decorreria da insuficiência das explicações religiosas que lhes haviam sido apresentadas (KARDEC, 1861, itens 20-21).


É possível perceber o campo semântico que interessa a Kardec. Sua controvérsia central envolve a sobrevivência da individualidade, a existência da alma e a possibilidade de reduzir pensamento e consciência ao organismo. Trata-se, em grande medida, de um problema ontológico e psicofísico.


Mas Kardec acrescenta outra camada à discussão. Ele frequentemente associa essa posição filosófica a consequências morais e sociais. No comentário às questões 147 e 148, argumenta que, se nada sobrevivesse à morte, o bem e o mal perderiam sua finalidade, os indivíduos tenderiam a colocar os próprios prazeres acima de tudo e os vínculos sociais acabariam comprometidos. Em 1858, chegou a chamar o materialismo de uma “chaga das sociedades civilizadas” (KARDEC, 1858).


Dez anos depois, em Le Matérialisme et le Droit, publicado na Revue Spirite de agosto de 1868, o vínculo entre metafísica e ordem social torna-se ainda mais explícito. Kardec apresenta o crescimento do materialismo como uma ameaça moral e manifesta apoio a um artigo do jornal Le Droit que associava a preservação da justiça e da sociedade à existência de fundamentos espiritualistas (KARDEC, 1868). E aqui precisamos distinguir a descrição histórica da avaliação filosófica.


Podemos reconstruir com bastante segurança aquilo que Kardec entendia por materialismo e reconhecer que sua oposição ao materialismo decorre logicamente dos fundamentos do espiritismo. Se o espiritismo afirma a existência e a sobrevivência do espírito, uma concepção segundo a qual a consciência se extingue definitivamente com o organismo é incompatível com essa proposição. Outra questão é saber se as consequências morais atribuídas por Kardec a essa posição decorrem necessariamente dela.


Um materialista pode defender a dignidade humana, a solidariedade, a justiça, a responsabilidade moral e formas bastante exigentes de ética sem recorrer à sobrevivência da alma ou a uma sanção após a morte. A história da filosofia fornece exemplos suficientes para que a equivalência entre materialismo metafísico e egoísmo moral não possa simplesmente ser presumida. Aqui, a crítica precisa incidir sobre os argumentos apresentados por determinada filosofia, e não sobre uma suposta deficiência moral de quem a adota.


Esse ponto se torna ainda mais importante quando “materialismo” sai da metafísica e entra no debate social.


Quando a matéria significa outra coisa


No artigo que escrevi em 2020, utilizei uma classificação encontrada em Abbagnano que distinguia materialismo metafísico ou cosmológico, metodológico, prático e psicofísico, acrescentando posteriormente o materialismo dialético e o histórico (RODRIGUES, 2020; ABBAGNANO, 2018). A classificação continua útil como ponto de partida, mas hoje eu faria duas ressalvas.


A primeira é que essas categorias pertencem a histórias intelectuais diferentes e não devem ser imaginadas como espécies equivalentes de uma mesma doutrina. O chamado materialismo prático, por exemplo, aproxima-se mais de uma caracterização moral ligada ao hedonismo do que de uma tese ontológica. Já determinadas formas de materialismo metodológico dizem respeito às explicações admitidas em uma investigação e não exigem necessariamente a afirmação metafísica de que somente a matéria existe.


A segunda ressalva é ainda mais importante. Materialismo histórico e materialismo dialético possuem histórias próprias, e tratá-los simplesmente como extensões do materialismo criticado por Kardec produz uma confusão de categorias. É nesse ponto que Marx costuma entrar na discussão espírita.


Marx era simplesmente “materialista”?


A pergunta parece fácil apenas enquanto não definimos seus termos.


Marx criticou explicitamente formas anteriores de materialismo. Nas Teses sobre Feuerbach, de 1845, censurou o materialismo precedente por conceber a realidade apenas como objeto de contemplação e não compreender adequadamente a atividade humana prática. Sua relação com a tradição materialista, portanto, não consistiu na simples adoção de uma doutrina pronta (MARX, 1845).


Nos manuscritos de A Ideologia Alemã, Marx e Engels procuram partir dos indivíduos reais, de suas condições de existência e da maneira pela qual produzem seus meios de vida. A organização material da existência adquire papel decisivo na explicação das formas sociais e da consciência. Anos depois, no prefácio de 1859 à Contribuição à Crítica da Economia Política, Marx formularia de maneira particularmente conhecida a relação entre o modo de produção da vida material e os processos sociais, políticos e intelectuais (MARX; ENGELS, 1845-1846; MARX, 1859).


Essa perspectiva recebeu posteriormente o nome de “materialismo histórico”, mas há uma particularidade frequentemente esquecida. Marx não utilizou essa expressão para nomear sua teoria da história. A literatura especializada discute a formação posterior do termo, e Engels empregaria explicitamente historical materialism em seus escritos tardios. Em 1892, explicou que utilizava a expressão para designar uma concepção da história que buscava nas transformações da produção, da troca, das classes e de seus conflitos importantes fatores explicativos do desenvolvimento histórico (ENGELS, 1892; OITTINEN, 2014). Isso está muito distante de simplesmente afirmar que “só existe matéria”.


Quando Marx investiga a mercadoria, a propriedade, o trabalho assalariado, as classes sociais ou as relações de produção, “material” não está desempenhando exatamente a mesma função que desempenha quando Kardec discute se a alma sobrevive à morte. Uma questão pertence à ontologia e à filosofia da mente; a outra envolve um programa de interpretação histórica, econômica e social. Há relações possíveis entre esses campos, mas elas precisam ser demonstradas. A presença da mesma palavra não realiza essa demonstração.


E o materialismo dialético?


No texto de 2020, apresentei o materialismo dialético como uma concepção cujos princípios teriam sido propostos por Marx e desenvolvidos por Engels. Essa formulação é imprecisa. Marx e Engels desenvolveram concepções materialistas e dialéticas, mas nenhum dos dois empregou a expressão “materialismo dialético” para denominar seu sistema. Engels procurou aplicar uma interpretação dialética também à natureza, particularmente em Anti-Dühring e nos manuscritos posteriormente reunidos como Dialética da Natureza. A sistematização do “materialismo dialético” como uma filosofia abrangente ocorreu posteriormente e adquiriu importância particular no marxismo do século XX (RIGBY, 2026).


A distinção não é meramente terminológica. Ela impede que Marx, Engels, Lenin e as formulações soviéticas posteriores sejam tratados como se constituíssem uma única construção filosófica produzida de uma vez. O conhecido texto de Stalin, Materialismo dialético e materialismo histórico, de 1938, por exemplo, apresenta o materialismo dialético como visão de mundo do partido marxista-leninista e o materialismo histórico como aplicação de seus princípios à sociedade. Essa é uma formulação histórica específica, muito posterior a Marx (STALIN, 1938).


Uma análise rigorosa precisa, portanto, perguntar sempre de qual autor, período e tradição marxista está falando.


O estranho combate ao “materialismo”


Essa discussão ajuda a compreender um fenômeno que ainda observo em determinados discursos espíritas. “Materialismo” deixa de indicar uma posição filosófica delimitada e passa a reunir ateísmo, marxismo, socialismo, relativização moral, crítica econômica, secularização e outras ideias consideradas indesejáveis. A palavra adquire uma carga moral e política que permite rejeitar posições muito diferentes sem examiná-las separadamente.


Em alguns casos, esse vocabulário aparece associado a uma reação conservadora diante de ideologias ou teorias preocupadas com desigualdade, exploração do trabalho, concentração de riqueza ou transformação das estruturas sociais. Como essas análises atribuem importância às condições materiais da existência, recebem o rótulo de “materialistas”; como Kardec criticou o materialismo, conclui-se então que seriam incompatíveis com o espiritismo. O raciocínio parece coerente apenas porque muda silenciosamente o significado da palavra durante o argumento.


É perfeitamente possível discordar de Marx. Também é possível criticar o materialismo histórico, suas diferentes interpretações, suas explicações causais ou os projetos políticos construídos a partir das tradições marxistas. Há uma literatura imensa dedicada justamente a essas discussões. O problema começa quando a análise é substituída pela associação lexical entre coisas distintas.


Mesmo dentro da tradição marxista houve resistência a explicações economicamente reducionistas. Engels advertiu, em seus últimos anos, contra leituras que transformavam a concepção materialista da história numa fórmula capaz de explicar mecanicamente qualquer acontecimento. Em carta a Franz Mehring, de 1893, reconheceu inclusive que ele e Marx tinham responsabilidade parcial por alguns exageros de seus seguidores (ENGELS, 1893). A interpretação do materialismo histórico continua sendo objeto de controvérsia entre especialistas, inclusive quanto ao peso explicativo atribuído às forças produtivas, às relações econômicas e à ação humana.


Reduzi-lo à frase “Marx achava que só existe matéria” não resolve nenhuma dessas questões.


É possível utilizar Marx sendo espírita?


Talvez a pergunta devesse ser formulada de maneira mais ampla. É possível utilizar uma teoria sem aceitar todas as posições filosóficas de seu autor?


A prática intelectual indica que sim.


Um pesquisador pode empregar categorias de Freud sem aderir a toda a metapsicologia freudiana, trabalhar com conceitos de Weber sem assumir integralmente suas posições políticas ou utilizar contribuições de autores religiosos sem compartilhar sua teologia. Teorias, conceitos e métodos são avaliados também por aquilo que conseguem explicar, pelas evidências que os sustentam e pelos limites que apresentam. O mesmo critério pode ser aplicado a Marx.


Categorias como classe social, alienação, relações de produção, mercadoria, exploração e ideologia não se tornam verdadeiras ou falsas porque seu autor acreditava ou deixava de acreditar na sobrevivência da alma. Cada uma delas precisa ser examinada no campo em que pretende produzir conhecimento. Um espírita pode concluir que algumas são úteis, outras insuficientes e outras equivocadas. Isso exige estudo, não exorcismo vocabular.


Naturalmente, existem pontos de tensão entre determinadas filosofias materialistas e o espiritismo. Uma ontologia que negue por princípio qualquer realidade não física entra em conflito com uma doutrina cuja proposição fundamental envolve a existência dos espíritos. Reconhecer essa incompatibilidade específica é intelectualmente muito diferente de transformar “materialista” numa categoria genérica para tudo aquilo de que se discorda.


Há ainda uma consequência interessante. Se a incompatibilidade metafísica integral de um autor fosse suficiente para impedir qualquer utilização de suas contribuições, seria necessário aplicar esse critério de maneira consistente. A história das ciências, da filosofia e das humanidades utilizadas por autores espíritas está repleta de pensadores cujas concepções religiosas, metafísicas ou epistemológicas não coincidem com as de Kardec. Nunca foi necessário tornar-se newtoniano em teologia para utilizar a mecânica de Newton.


Por que deveríamos exigir uma adesão metafísica integral justamente quando o autor estudado é Marx?

Materialismos, no plural


Voltar ao texto que escrevi em 2020 confirmou a intuição que o motivou, mas também mostrou quanto ela precisava ser aprofundada. Minha formulação anterior ainda aproximava excessivamente tradições diferentes e simplificava a genealogia do materialismo histórico e do materialismo dialético. A distinção que eu pretendia defender continua válida, porém exige maior rigor histórico e filosófico. Talvez a primeira mudança necessária seja muito simples. Precisamos aprender a falar em materialismos, no plural.


O materialismo que nega a existência de uma alma independente do organismo não é idêntico a uma estratégia metodológica que restringe determinada investigação a causas naturais. Nenhum deles se confunde automaticamente com hedonismo. E esses sentidos, por sua vez, não são equivalentes a uma interpretação da história que atribui grande importância às condições materiais de produção e reprodução da vida social.


Kardec tinha razões perfeitamente compreensíveis, dentro de seu sistema, para se opor a determinadas concepções materialistas. Isso faz parte da história intelectual do espiritismo e deve ser estudado como tal. Suas avaliações sobre as consequências morais e sociais do materialismo também pertencem a esse contexto e podem ser examinadas criticamente, inclusive à luz da experiência histórica posterior.


O problema surge quando uma controvérsia filosófica do século XIX é convertida em licença permanente para chamar de “materialista” qualquer teoria, movimento político ou proposta de transformação social que desagrade a determinado intérprete.


Nesse ponto, já não estamos esclarecendo o pensamento de Kardec. Estamos utilizando uma palavra herdada de Kardec para resolver discussões que exigiriam argumentos próprios.


Se o espiritismo pretende participar seriamente dos debates intelectuais contemporâneos, “materialista” não pode funcionar como xingamento. É preciso perguntar qual materialismo está sendo discutido, quais proposições ele efetivamente sustenta, quais evidências apresenta e em que pontos entra ou não em conflito com determinadas proposições espíritas.


Essa exigência talvez seja menos confortável do que simplesmente escolher um adversário. Mas é muito mais compatível com uma tradição que, desde suas primeiras páginas, dizia preocupar-se com a precisão das palavras.


Referências


ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2018.


BLOCH, Olivier. Le matérialisme. Paris: Presses Universitaires de France, 1995.


ENGELS, Friedrich. Anti-Dühring. 1878.


ENGELS, Friedrich. Introduction to the English edition. In: Socialism: Utopian and Scientific. 1892.


ENGELS, Friedrich. Carta a Franz Mehring, 14 de julho de 1893.


KARDEC, Allan. Instruction pratique sur les manifestations spirites. Paris: Dentu, 1858.


KARDEC, Allan. Le Livre des Esprits. 2. ed. Paris: Didier et Cie., 1860.


KARDEC, Allan. Le Livre des Médiums. Paris: Didier et Cie., 1861.


KARDEC, Allan. Le matérialisme et le droit. Revue Spirite, Paris, ago. 1868.


MARX, Karl. Teses sobre Feuerbach. 1845.


MARX, Karl. Prefácio. In: Contribuição à Crítica da Economia Política. 1859.


MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã. Manuscritos de 1845-1846.


OITTINEN, Vesa. Historical Materialism. In: GIBBONS, Michael T. (ed.). The Encyclopedia of Political Thought. Wiley-Blackwell, 2014.


RIGBY, S. H. Engels and the Formation of Marxism: History, Dialectics and Revolution. Manchester: Manchester University Press, 2026.


RODRIGUES, Elton. Materialismo. Puebla – Espiritismo para o Povo, 22 set. 2020. Disponível no antigo acervo digital do projeto.


STALIN, Josef. Dialectical and Historical Materialism. 1938.

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