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Quando Kardec deixa de ser referência e vira limite
O pensamento filosófico começa quando aceitamos a possibilidade de que nossas próprias referências estejam incompletas, historicamente condicionadas ou simplesmente erradas. Se todo o esforço intelectual parte da conclusão de que Kardec necessariamente estava correto e termina reinterpretando qualquer dificuldade para preservar essa conclusão, já não estamos diante de uma investigação aberta.


De onde veio o “tríplice aspecto” do Espiritismo?
É bastante comum encontrar, em palestras, cursos e obras de divulgação, a afirmação de que o Espiritismo possui um tríplice aspecto formado por ciência, filosofia e religião. A fórmula se tornou tão familiar que frequentemente aparece como parte da própria definição da doutrina, muitas vezes associada diretamente a Allan Kardec. Quando retornamos às fontes do século XIX, porém, essa organização não aparece formulada dessa maneira.


Entre a defesa e a crítica: uma carta à comunidade espírita
Não precisamos concordar com todas as críticas dirigidas ao Espiritismo. Algumas serão superficiais. Outras nascerão do desconhecimento, do preconceito ou mesmo da má-fé. Haverá caricaturas, generalizações grosseiras e acusações que simplesmente não encontram respaldo nos textos ou na história do movimento.
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