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Ideologia e Espiritismo: o que levamos conosco quando falamos da doutrina?
Poucas palavras circulam no debate público com sentidos tão diferentes quanto “ideologia”. Em determinados ambientes, ela aparece quase como sinônimo de manipulação, doutrinação ou distorção da realidade. Dizer que alguém “tem ideologia” costuma funcionar, então, como acusação. A consequência curiosa é imaginar que determinadas pessoas seriam ideológicas enquanto outras simplesmente enxergariam o mundo tal como ele é. Por outro lado, essa oposição é difícil de sustentar quand


De qual materialismo Kardec estava falando?
“Materialista” ainda aparece em certos ambientes espíritas menos como uma categoria filosófica a ser definida do que como uma palavra de desqualificação. Em algumas discussões, ela funciona quase como sinônimo de egoísmo, ausência de valores morais, apego aos bens materiais, ateísmo ou rejeição de qualquer dimensão espiritual da existência. Em outras, o termo acaba incorporado a disputas políticas, particularmente quando determinadas ideologias ou interpretações da sociedade


O Espírito de Jesus comunicando-se por meio das batidas
por Henry C. Wright, 1851 Seis anos antes da publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857, já circulavam nos Estados Unidos relatos que buscavam compreender as chamadas “batidas espirituais” como fenômenos passíveis de investigação. Um desses documentos é o opúsculo The Spirit of Jesus Communicating Through the Rappings!, publicado em Rochester, Nova York, em 1851. O texto é assinado por Henry C. Wright e registra experiências realizadas com Mrs. A. L. Fish, identificada como


De onde veio o “tríplice aspecto” do Espiritismo?
É bastante comum encontrar, em palestras, cursos e obras de divulgação, a afirmação de que o Espiritismo possui um tríplice aspecto formado por ciência, filosofia e religião. A fórmula se tornou tão familiar que frequentemente aparece como parte da própria definição da doutrina, muitas vezes associada diretamente a Allan Kardec. Quando retornamos às fontes do século XIX, porém, essa organização não aparece formulada dessa maneira.


Quando “creio até demais” vira “não creio bastante”: um pequeno erro de tradução na Revista Espírita
A comunicação aborda diferentes assuntos relacionados à alma, ao corpo e à condição do Espírito após a morte. Em determinado momento, Kardec pergunta qual era, em vida, sua opinião sobre a Divindade e o que pensava a respeito dela agora. É justamente nessa breve troca que aparece o problema de tradução examinado neste texto.


Não precisamos inventar a roda - precisamos fazê-la girar
por Elton Rodrigues Em uma conversa recente, ouvi que propor novos protocolos e experimentos sobre mediunidade e fenômenos espíritas seria uma tentativa de “inventar a roda”. A crítica me pareceu curiosa, sobretudo porque eu não havia reivindicado qualquer inovação extraordinária. Não pretendo anunciar a descoberta de um novo continente, fundar uma nova ciência nem, ao menos por enquanto, patentear o ectoplasma. A proposta era bem mais modesta: continuar pesquisando. Ainda as
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